Consulta de Fornecedores | Regularidade Fiscal por CNPJ

A consulta de regularidade fiscal de fornecedores reúne, a partir do CNPJ, as principais verificações fiscais da homologação e do acompanhamento de qualquer parceiro comercial: situação cadastral (ativa, suspensa, inapta ou baixada), Simples Nacional e SIMEI, inscrição estadual no Sintegra, regime tributário federal e certidões de débitos Federal e Estadual.

Você monta o escopo: cada verificação é uma consulta independente, e você usa as que fazem sentido para cada relação — na homologação de fornecedor novo, antes de compras relevantes e na reverificação periódica da base ativa. O resultado é a foto fiscal do fornecedor no momento da decisão, entregue no seu ERP, na sua esteira de compras ou em planilha.

Ilustração de verificação de regularidade fiscal de fornecedores por CNPJ

Split payment: a regularidade do fornecedor vira custo de quem compra

O risco mais antigo dessa lista já vale hoje: nota fiscal emitida por CNPJ inapto é considerada inidônea (art. 82 da Lei 9.430/1996) — um documento que não ampara crédito nem dedução de despesa, salvo comprovação de boa-fé do comprador. Fornecedor que ficou inapto por omissão de declarações pode continuar emitindo nota por meses, até os cadastros se cruzarem; quem descobre em fiscalização é o comprador.

Com a Reforma Tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025), a regularidade de quem vende vira input direto do custo de quem compra — em etapas. O art. 47 condiciona o crédito de IBS e CBS do adquirente à extinção do débito da operação, pelo split payment ou pelo recolhimento do fornecedor. Enquanto o split payment e o recolhimento pelo adquirente não estiverem implementados na operação, o art. 48 dispensa a exigência e o crédito segue o destaque do documento; mas o mecanismo começa a operar em 2027, em operações entre empresas, e se expande ao longo da transição até 2033 — a cada etapa, mais operações passam a exigir fornecedor em dia.

O que você ganha com a verificação

  • 01
    Homologação em uma varredura

    Situação cadastral, Simples, inscrição estadual, regime tributário e certidões do mesmo CNPJ — a foto fiscal federal e estadual antes de cadastrar, contratar ou pagar.

  • 02
    Base sempre reverificada

    Situação fiscal é foto, não filme: pode mudar a qualquer momento, sem aviso. Reverificação periódica em lote mantém a homologação válida ao longo do contrato.

  • 03
    API, lote ou site

    Integra ao seu ERP ou esteira de compras via API, processa a base inteira por planilha ou consulta direto no site — do fornecedor pontual à carteira completa.

Parâmetros de entrada

Para verificar a regularidade fiscal de um fornecedor, basta enviar:

  • Número do CNPJ do fornecedor que deseja verificar
  • UF, apenas para a consulta de inscrição estadual, quando o estado exigir

Em lote, você envia a planilha de CNPJs em Excel, CSV ou TXT e escolhe quais verificações aplicar sobre a base.

Informações de retorno

Conforme as verificações escolhidas, o retorno inclui:

  • Situação cadastral do CNPJ: ativa, suspensa, inapta ou baixada, com dados cadastrais da empresa
  • Simples Nacional e SIMEI: optante ou não, com datas de opção e exclusão
  • Inscrição estadual: existência e habilitação no cadastro de contribuintes do estado
  • Regime tributário federal: Lucro Real, Presumido, Arbitrado, Imune, Isenta, Simples ou MEI
  • CND Federal: certidão de débitos de tributos federais e Dívida Ativa da União
  • CND Estadual: certidão de débitos com a fazenda do estado do fornecedor

As principais verificações da homologação

Situação cadastral do CNPJ

A primeira barreira — e a mais barata. Retorna se o CNPJ está ativo, suspenso, inapto ou baixado, além de CNAE, quadro societário e data de abertura. Fornecedor inapto emite documento inidôneo, que não ampara crédito nem despesa: é o item da homologação que já elimina o risco mais caro, hoje, sem esperar 2027. Disponível na consulta de dados cadastrais de CNPJ.

Simples Nacional e SIMEI

Optante ou não, e desde quando. O crédito na compra de fornecedor do Simples segue regra própria: é limitado ao valor efetivamente cobrado dentro do regime — e muda se o fornecedor optar por apurar IBS e CBS pelo regime regular. Saber o regime de quem vende deixou de ser curiosidade cadastral: é insumo do custo real de compra. Veja a consulta Simples Nacional e SIMEI.

Inscrição estadual no Sintegra

Inscrição estadual existente e habilitada para operar. Durante a transição da Reforma, o ICMS convive com o IBS até 2032 — fornecedor com IE irregular é risco hoje e continua sendo risco amanhã. Cobertura dos 27 estados na consulta Sintegra de inscrição estadual.

Regime tributário federal

Fornecedores no regime regular de IBS e CBS (tipicamente Lucro Real e Presumido) geram crédito integral; Simples gera crédito limitado; MEI praticamente não gera crédito. Classificar a carteira de fornecedores por regime é o primeiro passo para modelar o impacto da Reforma no seu custo. Detalhes na consulta de Regime Tributário por CNPJ.

CND Federal e CND Estadual

A CND Federal cobre débitos de tributos federais e Dívida Ativa da União — o termômetro mais direto da capacidade do fornecedor de recolher a CBS. A CND Estadual cobre débitos com a fazenda do estado, conforme o escopo da certidão de cada UF, e complementa a inscrição estadual: uma mostra se o fornecedor pode operar, a outra se ele deve. Certidão positiva não encerra a análise sozinha, mas é o alerta que você quer ver antes de fechar contrato, não na fiscalização. Ambas disponíveis via API e em lote — fale com nossa equipe para habilitar na sua conta.

Como verificar fornecedores na prática

A verificação pode ser feita de duas formas pela dbdireto, dependendo do volume e da arquitetura do seu processo de compras:

1. Consulta individual via API ou Webservice — ideal para validar o fornecedor em tempo real no cadastro, na emissão do pedido de compra ou antes da liberação do pagamento. Protocolos SOAP e REST, com retorno em XML, JSON ou JSONP, integrados direto ao ERP ou à esteira de compras.

2. Verificação em lote — ideal para homologar ou reverificar a base inteira de uma vez. Você envia a planilha de CNPJs via FTPS seguro ou pela interface web e recebe os resultados no mesmo formato, com cada verificação enriquecida por linha. É o modelo usado por times de procurement e fiscal para varrer o cadastro de fornecedores antes da entrada da CBS em janeiro de 2027 — e depois, na reverificação recorrente.

Integração e automação

Toda a infraestrutura roda em Cloud Microsoft Azure, com manutenção 24x7 e SLA de 24 horas para questões técnicas. São mais de 15 anos automatizando consultas a órgãos públicos e mais de 200 fontes de dados disponíveis, com documentação clara, ambiente de testes para homologação e suporte técnico especializado.

Atendemos times de procurement e compras, áreas fiscal e contábil, sistemas ERP (SAP, Dynamics, Totvs, Oracle), fintechs, bancos e escritórios de contabilidade que precisam automatizar a verificação de parceiros comerciais.

O preço é por consulta executada e diminui com o volume. Diga quantos CNPJs e quais verificações — nossa equipe dimensiona o custo da sua operação.

Falar com a equipe

Quando verificar

Na homologação de todo fornecedor novo. Antes de compras relevantes ou adiantamentos. Periodicamente na base ativa, na frequência que o volume e a criticidade de cada relação pedirem — situação fiscal pode mudar a qualquer momento, sem aviso. E sempre que renegociar prazo, volume ou condição de pagamento, porque a saúde fiscal do outro lado é parte do preço.

Perguntas frequentes

O que é o split payment da Reforma Tributária?

É o recolhimento automático do IBS e da CBS na liquidação financeira do pagamento: quando o comprador paga, o valor do imposto é separado e vai direto para o fisco, sem passar pelo caixa do fornecedor (arts. 31 e 32 da LC 214/2025). A implantação começa em 2027, de forma gradual e facultativa, em operações entre empresas, por Pix, boleto, TED e TEF — cartões ficam para etapa posterior, ainda sem data definida. Nas operações alcançadas, o crédito do comprador fica assegurado na própria liquidação.

Fornecedor irregular faz eu perder automaticamente o crédito de IBS e CBS?

Não automaticamente. O art. 47 da LC 214/2025 condiciona o crédito do adquirente à extinção do débito da operação, mas o art. 48 dispensa essa exigência enquanto nenhum dos dois mecanismos — split payment ou recolhimento pelo adquirente — estiver implementado. Nesses casos o crédito segue o valor destacado no documento fiscal. A exceção imediata é a empresa inapta: nota emitida por CNPJ inapto é considerada inidônea pelo art. 82 da Lei 9.430/1996 e não ampara crédito nem despesa. Esse risco vale hoje, sem depender da Reforma.

O split payment não resolve isso sozinho?

Nas operações em que operar, sim: o imposto é recolhido na liquidação financeira e o crédito fica assegurado. Mas a implantação é gradual a partir de 2027, começa facultativa, em operações entre empresas, por Pix, boleto, TED e TEF. Conforme o mecanismo se expande, a condição do art. 47 da LC 214/2025 passa a valer nas operações alcançadas — a exigência de fornecedor em dia cresce etapa a etapa, ao longo da transição que vai até 2033. Estruturar a verificação agora é chegar em cada etapa com o processo rodando.

Preciso me preocupar com fornecedor do Simples Nacional?

Sim — na hora de comparar propostas. Dois fornecedores com o mesmo preço podem gerar créditos de IBS e CBS diferentes: a compra de optante do Simples gera crédito limitado ao valor efetivamente cobrado dentro do regime, salvo se o fornecedor tiver optado por apurar IBS e CBS por fora. Na cotação, o mais barato na proposta pode ser o mais caro no custo final — o custo real de compra depende do regime de quem vende. A consulta de Regime Tributário mostra essa classificação por CNPJ.

O que é empresa inapta e por que importa tanto?

É o CNPJ declarado inapto, em geral por omissão de declarações obrigatórias por 90 dias ou mais. Pelo art. 82 da Lei 9.430/1996, os documentos fiscais emitidos por empresa inapta são considerados inidôneos: não amparam crédito nem dedução de despesa. Há proteção ao adquirente de boa-fé que comprova o pagamento e o recebimento das mercadorias ou serviços, mas essa é uma discussão que se trava em fiscalização — verificar a situação cadastral antes de pagar evita a briga.

Com que frequência devo verificar minha base de fornecedores?

Não existe frequência única: situação fiscal é foto, não filme — pode mudar a qualquer momento, e ninguém liga para avisar. O fornecedor regular na homologação pode estar inapto meses depois. A prática recomendada é homologar na entrada e reverificar a base periodicamente, com frequência proporcional ao volume e à criticidade de cada fornecedor.

Quanto custa a verificação de fornecedores?

O preço é por consulta executada e diminui conforme o volume mensal. Como a composição varia — quais verificações, quantos CNPJs, qual recorrência — o valor depende do desenho da sua operação. Fale com nossa equipe para dimensionar. Serviço sujeito a valor mínimo de contratação.

Atualizado em agosto de 2026. Conteúdo informativo. As regras do IBS, da CBS e do split payment estão em regulamentação (LC 214/2025 e atos do Comitê Gestor do IBS e da administração tributária federal) e podem mudar. Este material não substitui a orientação do seu contador ou advogado tributarista.